Número de policiais mortos no Rio este ano chega a 107

Subiu para 107 o número de policiais militares assassinados desde o início do ano no Rio de Janeiro. A última vítima foi o cabo Marcos dos Santos Bernardo de Lanna, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju, zona portuária da cidade.  Lanna foi encontrado morto dentro do carro, na Praia da Bandeira, na Ilha do Governador.

Segundo testemunhas, homens armados emparelharam com o carro do militar e fizeram vários disparos, atingindo o policial, que morreu na hora. O corpo do cabo Marcos de Lanna foi enterrado na tarde de ontem (11), no Mausoléu do Policial, no Cemitério Parque Jardim da Saudade, na zona norte da cidade. O militar estava na corporação desde 2008 e deixa mulher e dois filhos.

Na noite de terça (10), o sargento Marcelo Luis da Silva Galvão foi morto a tiros em Queimados, na Baixada Fluminense. Galvão foi rendido por dois homens em uma motocicleta. O policial também estava de moto e ao descer foi atingido por vários tiros disparados pelos criminosos. O sargento morreu na hora, e os ladrões fugiram em seguida com a arma e a motocicleta da vítima.

O Portal dos Procurados está oferecendo R$ 5 mil de recompensa a quem der informações que levem à prisão dos assassinos do sargento Marcelo Galvão. O telefone do Disque-Denúncia é (21) 2253-1177, e o anonimato do denunciante é garantido.

 

ROCINHA

As Forças Armadas voltaram ontem (11) à comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, para ajudar a Polícia Militar no segundo dia de operações de buscas pela mata do entorno da favela. Os militares continuam prestando apoio técnico aos policiais militares e civis.

Na terça, os militares prestaram o mesmo apoio à Polícia Militar. A favela vem sendo palco de confrontos entre grupos criminosos rivais, que disputam o controle dos pontos de venda de drogas ilícitas na Rocinha, desde meados de setembro.

Logo que começaram os confrontos entre criminosos, a polícia passou a reforçar a ocupação da Rocinha, com policiais de outros batalhões, além da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). As Forças Armadas ficaram uma semana na comunidade.

 

Foto: Agência Brasil / Arquivo