Licitação da UPGN em Itaboraí será concluída no dia 31

Wilson Pereira

Cronograma da Petrobrás encerra a boataria sobre as contratações para o Comperj. Nas últimas semanas, as redes sociais têm divulgado várias notícias convocando trabalhadores para apresentarem seus currículos em vários endereços pela cidade.  A verdade é que nem a Petrobrás sabe quais as empresas estarão envolvidas nas obras da Unidade de Processamento de Gás Natural – UPGN.  O processo licitatório, que se encontra ainda em fase de apresentação de propostas, encerra no dia 31 de agosto, quando ficaremos sabendo quais as empresas vencedoras e quantos postos de trabalho realmente serão disponibilizados.  Após a licitação, as empresas vencedoras devem demorar entre 90 e 100 dias para conclusão dos projetos, a mobilização de equipamentos e preparação dos canteiros.  O provável início das obras é a partir de janeiro de 2018. Não muito antes disso a seleção de mão de obra deve acontecer.

Simultaneamente à licitação da construção da UPGN, também devem se concluir as licitações do Gasoduto Terrestre Itaboraí-Maricá e o Gasoduto Marítimo cujas obras devem seguir o mesmo cronograma, porém com no máximo 12 meses de duração.

O retorno de obras na cidade traz muita esperança para a economia da região. Para os comerciantes e prestadores de serviço de Itaboraí e adjacências, os quais resistiram à crise, que apesar de nacional, foi agravada pelo êxodo empresarial provocado pela paralisação das obras do Comperj, este recomeço marca o fim de um ciclo de quase dois anos de retrocesso econômico.

Contudo, precisamos estar mirando o futuro.  Notadamente, toda obra tem começo, meio e fim. A construção desta Unidade de Processamento de Gás Natural e seus Gasodutos terá duração de até dois anos. E DEPOIS???

A verdade é que não há previsão de instalação de qualquer tipo de ponto de distribuição desse gás na região, o chamado citygate.  Onde uma concessionária da distribuição, que em nosso Estado é a CEG, poderia receber, distribuir e faturar o gás produzido na UPGN, garantindo uma continuidade de receita tributária no município, e mantendo a economia ativa em toda região.

Na falta deste citygate local, todo o faturamento do gás processado em Itaboraí acontecerá no município de Duque de Caxias, onde fica o único citygate da rede.  Devemos alertar as nossas autoridades, para que desde agora, tomem as providências cabíveis a fim de evitar mais essa grande injustiça.