Larissa Luz

Cantora premiada pelo projeto Natura Musical lança seu segundo CD, ‘Território Conquistado’, com apresentação amanhã, no Teatro Rival

CUL-0602 - CópiaA mulher negra, suas conquistas, força, fé, afirmação, estética. Esses são os pontos de partida do álbum “Território Conquistado”, segundo da carreira solo da cantora e atriz Larissa Luz. O CD faz um mergulho da artista em referências de criadoras negras tais como Nina Simone, a poetiza peruana Victória Santa Cruz, a escritora norte-americana Bell Hooks, passeando por histórias de criadoras negras que influenciaram Larissa. O trabalho será lançado no Rio, nesta quinta-feira (30), às 19h30, no Teatro Rival.

“Território Conquistado” foi selecionado pelo Natura Musical 2014, daí a realização de shows de lançamento em Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O trabalho autoral contou com a colaboração da antropóloga Goli Guerreiro, que contribuiu no trabalho de pesquisa e construção do conceito da obra, que conta com dez faixas que homenageiam dez personalidades negras, a exemplo de Elza Soares, que gravou a faixa que dá título ao álbum e trouxe sua voz rasgada e potente para “Território Conquistado”.

Outras participações de destaque no disco são da intérprete baiana Thalma de Freitas, que participa da canção Mama Chama, composição fruto de uma parceria com a cantora Manuella Rodrigues. A música é dedicada à Regina Luz, educadora e mãe de Larissa Luz. Nessa faixa, Thalma recita um poema da escritora baiana Lívia Natália, outra personalidade negra homenageada no álbum. Outras escritoras negras são evocadas e lembradas em Território Conquistado, tais como Carolina de Jesus, que inspira a canção Letras Negras e autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que é evocada ao lado das imagens do cinema africano na música Nollywood.

Marcado por uma fusão rítmica que aborda o Trap, o Dubstap, o Rap, o Rock and Roll dentro uma perspectiva afro-brasileira que brotou na Bahia em forma de Samba duro, ijexá e samba reggae, Território Conquistado se conecta com uma estética negra contemporânea, trazendo influências dos movimentos Afrofuturismo e Afropunk. Com experimentalismos e raízes que voam, o disco foge do comum e cria um espaço- tempo novo que dispensa classificações e prateleiras.

SERVIÇO

O Teatro Rival fica na R. Álvaro Alvim, 33 – Centro do Rio. Tel.: (21) 2240-4469. Entrada franca.

Foto: Divulgação