Cresce a pressão para renúncia do procurador-geral dos EUA

MUN-0301O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse que se recusará a investigar uma possível interferência da Rússia na campanha presidencial de Donald Trump. A afirmação foi feita um dia depois que os meios de comunicação americanos revelaram que ele conversou com o embaixador russo duas vezes no ano passado, fato que Sessions não revelou em sua sabatina no Senado, que aprovou a sua nomeação para o cargo. A informação é da Agência Xinhua.

“Eu me encontrei com um funcionário russo algumas vezes,” disse Sessions à imprensa na quinta-feira (02), ao descartar qualquer acusação de que ele teria tentado enganar o Senado sobre seus contatos com a Rússia. “Essa não é minha intenção, isso não é correto,” falou.

No mesmo dia, mais cedo, Trump disse a repórteres que tem “total confiança” em Sessions, embora ele “não soubesse” que o então senador republicano teve contato com Sergey Kislyak, embaixador russo nos EUA.

Segundo o procurador-geral, sua decisão de não investigar a Rússia “não quer dizer que exista  qualquer investigação em andamento”. Mas a pressão bipartidária para que Sessions renuncie ou se afaste de tais investigações está crescendo, à medida que os principais democratas no Capitólio, Nancy Pelosi na Câmara e Chuck Schumer no Senado, pedem a sua renúncia.

 

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