Botafogo vence o Nacional e se classifica na Libertadores

A partida começou para o Botafogo antes de a bola rolar. Com uma festa incrível, a torcida mostrou que manda no Estádio Nilton Santos e contagiou o time. Teve “Vamos Botafogo”, escudo gigante de um lado, cachorro enorme do outro, fogos de artifício e chuva de serpentina, além da empolgação de cerca de 40 mil botafoguenses. O clima positivo ajudou e o time alvinegro venceu o Nacional do Uruguai por 2 a 0.

Com tanto apoio, a atmosfera contagiou o time a, embora com a vantagem de ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0, ir para cima e matar o confronto logo no início. Não precisou nem de 5 minutos. Aos 2, João Paulo cobrou escanteio da direita e Bruno Silva subiu bonito para cabecear no canto e abrir o placar. O que já era festa virou êxtase, quando Rodrigo Pimpão foi esperto, se antecipou a recuo errado para o goleiro e, de carrinho, fez o segundo, aos 4. Botafogo 2 x 0 Nacional.

O placar que nem o mais otimista dos botafoguenses poderia prever deu tranquilidade ao time, que passou a administrar e jogar nos contra-ataques. O Nacional até tentou, mas Gatito saiu bem do gol quando necessário. Aos 20, foi o Botafogo que quase marcou. Rodrigo Pimpão ganhou na raça e tocou, Roger bateu firme e o goleiro fez grande defesa.

A rigor, o Botafogo jogava bem e tinha ótimas opções de contra-ataque. Por um detalhe, não terminaram em gol. Na mais bonita delas, Roger e Pimpão, tocaram de calcanhar, Victor Luis cruzou, só que a zaga cortou antes de a bola chegar a Roger. Do outro lado, Gatito apareceu bem novamente ao defender cobrança de falta de Viudez.

No segundo tempo, o Nacional jogou suas últimas cartadas em busca da classicação. Contudo, o Botafogo se manteve organizado e sólido defensivamente. Aos 3, Arismendi arriscou de fora e Gatito espalmou para escanteio.

Já com Guilherme e Dudu Cearense nos lugares de Rodrigo Pimpão e Matheus Fernandes, o Fogão viu a possibilidade de obter mais contra-ataques, uma vez que o adversário adiantou bastante suas linhas. Entretanto, o último passe sempre era interceptado, como aos 34, quando Guilherme lançou Roger, que tentou achar Victor Luis, mas a zaga cortou. No fim, o Nacional apelou para a violência, começou a fazer faltas fortes, teve dois expulsos e conseguiu cavar cartão vermelho para Victor Luis.

 

Foto: Vitor Silva / SS Press