Blade Runner 2049: a continuação que todos esperavam

Filme que marcou o cinema de ficção científica ganha sequência dirigida por Dennis Villeneuve, que não deixa nada a dever em qualidade

 

Um dos filmes mais aguardados não apenas do ano, mas também da história do cinema, parece corresponder totalmente à expectativa. “Blade Runner 2049”, continuação do filme da década de 1980 que marcou época no cinema de ficção científica e conseguiu ultrapassar as barreiras do gênero, traz de volta Harrison Ford e Sean Young, vivendo os mesmos personagens vários anos depois, mas é centrado na trama vivida pelo caçador de androides K, interpretado por Ryan Gosling, ele mesmo também um replicante.

O filme original, dirigido por Ridley Scott, tinha uma ambientação em um futuro onde os androides são fato comum, especialmente como trabalhadores em colônias espaciais. Quando se rebelam ou dão defeito, eles são caçados pelos blade runners. Várias cenas icônicas, como a morte do androide vivido por Rutger Hauer, fizeram do filme um clássico, que apontava para a modernidade.

Corresponder a essa expectativa é uma missão difícil, assumida por um cineasta respeitado: Dennis Villeneuve. Ele aposta na continuação da trama, com um roteiro muito bem construído, com o mesmo clima, do que em uma profusão de cenas de ação. E acerta.

“O maior acerto de Blade Runner 2049 está na manutenção da ambientação que consagrou o filme dirigido por Ridley Scott – que retorna nesta sequência, agora apenas como produtor executivo”, diz o crítico do site especializado Adoro Cinema, Francisco Russo. Agora, na California, em 2049, uma nova espécie de replicantes é desenvolvida, de forma que seja mais obediente aos humanos.

Um deles é K (Ryan Gosling), um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia de Los Angeles. Após encontrar Sapper Morton (Dave Bautista), K descobre um fascinante segredo: a replicante Rachel (Sean Young) teve um filho, mantido em sigilo até então. A possibilidade de que replicantes se reproduzam pode desencadear uma guerra deles com os humanos, o que faz com que a tenente Joshi (Robin Wright), chefe de K, o envie para encontrar e eliminar a criança.

A ideia de uma sequência para Blade Runner vem de longe. O Desenvolvimento de uma sequência em 1999. Stuart Hazeldine escreveu uma sequência do filme, mas o projeto foi arquivado devido a questões relacionadas com os direitos autorais. Ridley Scott considerou desenvolver uma sequência provisoriamente intitulada Metropolis, mas acabou abandonando o projeto. No fim, Scott tornou-se o produtor e o homem com a visão de futuro por trás da sequência dirigida por Villeneuve.

 

A trama, apesar de respeitar o roteiro original, já não traz os traços do livro que originou o universo de Blade Runner, “Do the androids dream with eletric sheep?”, de Phillip K. Dick, morto em 1982. Ele é um dos autores de ficção científica mais adaptados pelo cinema, com filmes como “O Vingador do Futuro”, “Minority Report” e “Os Agentes do Destino”.

Mas “Blade Runner 2049” leva o espectador àquele mesmo mundo que, mesmo reproduzido 35 anos depois, ainda parece moderno, desafiador e verossímil.

SERVIÇO

BLADE RUNNER 2049 está em cartaz no Itaboraí Plaza. SALA 2 (3D | LEG | CINÉPIC): 20:50*, SALA 2 (3D | DUB | CINÉPIC): 14:20 17:35 20:50**. O Itaboraí Plaza fica na Rodovia BR 101, Km 295, s/n – Três Pontes, Itaboraí – RJ.